Ministério das Relações Exteriores
Política

Diplomacia económica rende mais de USD 11 mil milhões

Esta informação foi prestada nesta segunda-feira, 15 de Outubro, pelo Presidente João Lourenço, quando falava no Parlamento angolano sobre o Estado da Nação, à luz do artigo 118 da Constituição da República.

Segundo o Chefe do Executivo, o montante captado divide-se em financiamentos directos de instituições financeiras e empréstimos concedidos por países com os quais Angola mantém cooperação privilegiada, como são os casos dos EUA, a China, Portugal, França, FMI, Exin Bank e Fundo do Reino Unido.

Na sua mensagem dirigida à Nação, João Lourenço enfatizou igualmente o facto de brevemente vir a ser implementado o visto para o investidor estrangeiro, uma variante constante de um pacote legislativo a ser levado à Assembleia Nacional para aprovação.

Ainda no que se refere à política externa, o Chefe de Estado apelou à União Europeia para a necessidade de estabelecer um novo paradigma de cooperação com os países africanos, de maneiras a que estes deixem de ser meros exportadores de matéria-prima e passem a ser produtores de produtos manufacturados.

Num misto de discurso de circunstância e de profundidade, João Lourenço prestou contas à Nação sobre o que já fez neste um ano de liderança e, apresentou as perspectivas de médio-longo prazo para o bem-estar dos angolanos.

Segundo disse, o principal instrumento de governação do actual Executivo é o Plano Nacional de Desenvolvimento (PND2018-2022), consubstanciado em 83 programas, cujos resultados se esperam a longo prazo (2020-2025).

Este foi o segundo discurso sobre o Estado da Nação de João Lourenço, desde que chegou à Presidência da República, em 26 de Setembro de 2017. O primeiro exercício do género foi em 16 de Outubro do mesmo.

O discurso sobre o Estado da Nação acontece na primeira quinzena do mês de Outubro de cada ano, marcando o início do Ano Parlamentar de cada legislatura.

Na sessão desta segunda-feira, 15, o Estadista angolano falou perante 175 dos 220 deputados que compões a Assembleia Nacional, além de membros do corpo diplomático acreditado em Angola, responsáveis dos órgãos de justiça e auxiliares do titular do poder executivo.