Ministério das Relações Exteriores

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Intervenção de S. Ex. Ministro Chikoti em alusão ao dia Do Diplomata angolano

REPÚBLICA DE ANGOLA MINISTÉRIO DAS RELAÇÕES EXTERIORES Intervenção de Sua Excelência Ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, na Cerimónia Alusiva ao Dia do Diplomata Angolano 12 de Novembro de 2014 Excelências; Senhores Deputados e Membros do Executivo Angolano; Distintos Membros do Corpo Diplomático acreditado em Angola; Excelentíssimo Senhor Lima Viegas, Presidente da Associação dos Diplomatas Angolanos (ADA); Ilustres membros da Associação dos Diplomatas Angolanos; Distintos Convidados; Minhas Senhoras e Meus Senhores. Em nome da direcção do Ministério das Relações Exteriores, permita-me começar por agradecer o facto de aceitarem o nosso convite, para estarem presentes neste evento alusivo ao “Dia do Diplomata Angolano”. A diplomacia angolana comemora hoje, 12 de Novembro, o “Dia do Diplomata Angolano”, facto que muito nos honra porque recordamos, com satisfação, os quadros nacionais que, no passado e até ao presente momento, sempre estiveram e estão engajados na prossecução dos objectivos estratégicos da política externa de Angola. A política externa de Angola sempre foi parte integrante da agenda do seu Executivo para defender e promover os interesses dos Angolanos. Mais uma vez repito, sentimo-nos honrados pela presença, nesta sala, de ilustres figuras que se notabilizaram pelo seu espírito de missão e dedicação patriótica na condução de missões diplomáticas, incluindo negociações políticas complexas, para que Angola conseguisse alcançar a Paz, a unidade e a estabilidade que hoje vivemos. Para esta causa, recordamos com elevado respeito, dignidade e referência às novas gerações de diplomatas angolanos os nomes, cujo tempo jamais os apagará na História da Diplomacia Angolana, de Paulo Teixeira Jorge, Pedro de Castro Van-Dúnem “Loy” e Venâncio de Moura, pelas suas acções em prol da consolidação da nossa independência, soberania e defesa dos nossos interesses estratégicos, num mundo com desafios cada vez mais crescentes. Recordamos igualmente, nesta ocasião, com profunda tristeza, de outros diplomatas que já não fazem parte do nosso convívio, mas marcaram uma época no Ministério das Relações Exteriores, deixando marcas indeléveis de profissionalismo e de dedicação no desempenho das suas missões em prol da diplomacia angolana. Sob a liderança de Sua Excelência Eng.º José Eduardo dos Santos, o primeiro ministro das Relações Exteriores, em 1975, aquando da formação do primeiro Governo da então República Popular de Angola, hoje Presidente da República e Chefe do Executivo, o Ministério das Relações Exteriores assumiu a responsabilidade de contribuir para a consolidação do próprio Estado e a defesa da soberania Nacional, afirmando-se, assim, como vanguarda na inserção de Angola no contexto internacional, particularmente em África. A diplomacia consiste num instrumento de política externa para a defesa pacífica dos interesses estratégicos de um Estado na arena internacional. Desde que ascendeu a independência Nacional, 11 de Novembro de 1975, Angola estabeleceu relações diplomáticas e abriu representações em vários países como forma de defender os seus interesses e projectar a sua influência na arena internacional. Excelências, Minhas Senhoras e Meus Senhores; O “Dia do Diplomata Angolano” que hoje comemoramos, pelo quarto ano, junta-se, também, a maior conquista do Povo Angolano, a Independência Nacional, que no dia 11 de Novembro foi comemorado o seu 39º Aniversário, num momento ímpar, em que a Paz se consolida todos os dias, graças ao espírito de tolerância, de compreensão, de reconciliação e de perdão de todos os angolanos, que viraram, para sempre a página da guerra e caminham, decididamente, rumo a um nível superior de bem-estar e de progresso social. A obtenção da paz, em Abril de 2002, os êxitos conseguidos no processo de reconciliação nacional e de consolidação da democracia, o crescimento impetuoso que o País tem estado a viver nos últimos 12 anos, os passos importantes que têm sido dados na solução dos problemas mais importantes das populações, fazem com que Angola seja vista como um País forte, um País sério e respeitado pela comunidade internacional. Angola define-se e tem-se assumido como um Estado Progressista em todo o processo de transformações que ocorrem nas relações internacionais e a sua política externa tem-se baseado nos princípios do respeito e igualdade jurídica entre os Estados, de resolução pacífica dos conflitos, de cooperação entre os povos, de progresso e de justiça social. A estratégia seguida tem sido a de promover não só uma inserção competitiva de Angola no contexto internacional como, também, a de tirar os maiores benefícios da cooperação internacional de modo a elevar sempre, e cada vez mais, a qualidade de vida do Povo Angolano. Excelências, Angola tem jogado um papel importante no processo de pacificação em África, em particular nas regiões onde está inserida, nomeadamente, Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), Comissão do Golfo da Guiné (CGG), Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC) e Conferência Internacional da Região dos Grandes Lagos (CIRGL), onde é presidente em exercício para um mandato de dois anos 2014-2015. A Experiência de Angola em contribuir para identificação mais eficiente das causas dos conflitos e eliminação do espectro da violência através da diplomacia preventiva, promover a agenda africana de 2063 e contribuir para a realização da Paz e Segurança no Continente e noutra regiões do mundo, levou-a a ser eleita, em Outubro de 2014, a Membro Não Permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, para o período de 2015-2016, pela segunda vez, sendo a primeira ocorrida em 2002. Angola reitera o seu compromisso em continuar a apoiar o trabalho das Nações Unidas e as iniciativas das Organizações regionais no Combate ao Crime Organizado e Transnacional e, terrorismo internacional, reforçando os mecanismos internacionais para a prevenção e mediação de conflitos. A resignação à guerra é uma estratégia que coloca Angola, pela sua experiência, como Nação e na resolução pacífica de conflitos, como uma “placa giratória da Diplomacia em África,” Excelências; O desenvolvimento de uma política de diplomacia da paz, através do mecanismo de prevenção e resolução de conflitos, pela via do diálogo, e promoção da cooperação bilateral com os países vizinhos, baseado nos princípios da igualdade, das vantagens recíprocas e do respeito pela soberania, nos sectores de economia real visa apoiar a estratégia de diversificação da nossa economia. Neste contexto, o Executivo Angolano, chefiado pelo Presidente da República, Engº José Eduardo dos Santos, tem vindo a desenvolver uma política de diplomacia da Paz, porque as guerras não servem para resolver os problemas do Povo, e muito menos para gerar desenvolvimento, nem construir a Democracia e promover o respeito pelo Direitos Humanos. Pela sua experiência como Nação, Angola tem a Paz e a segurança como dois importantes pilares, sem os quais não é possível alavancar o desenvolvimento, o progresso social e o bem-estar do nosso povo. Bem-haja ao “Dia do Diplomata Angolano” MUITO OBRIGADO!



Organigrama da Direcção América


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IAECAE - Agenda do mês de Maio

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Organigrama do Secretariado

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